Bastidores da vida de mestrandos e doutorandos

Nesta reta final de conclusão do meu doutorado tenho me deparado com um assunto que era pouquíssimo comentado sobre a vida de mestrandos e doutorandos: a saúde emocional!

É comum ver as angústias e as preocupações sendo divididas entre colegas mais próximos do mestrado e doutorado, mas a situação pode ser bem mais séria. Com a troca de informações possibilitadas pelas redes sociais o assunto tem ganhado força e merece realmente a nossa atenção.

A primeira notícia que li foi de um post de Marina Legrosk traduzido como O terrível custo sobre o qual ninguém fala de ter um doutorado  que eu copiei aqui embaixo:

Uma noite, no terceiro ano do meu doutorado, eu sentei na minha cama com um pacote de tranquilizantes e uma garrafa de vodka. Joguei algumas pílulas para dentro da boca e dei um golão na garrafa, sentindo tudo queimar na minha garganta. Momentos depois, eu percebi que estava cometendo um erro terrível. Eu parei, tremendo, enquanto eu me dava conta do que quase havia feito. Eu liguei para uma amiga e a encontrei num bar no meio do caminho entre as nossas casas. Aquela noite mudou as coisas para nós duas. Ela conheceu o amor da sua vida — o bartender, com quem se casou mais tarde. E eu decidi que eu queria viver. Na manhã seguinte, encontrei um terapeuta e considerei largar o doutorado.

Todos sabem que ter um doutorado é difícil. É pra ser. Alguns até dizem que se você não fica acordado à noite toda trabalhando ou não pula refeições, você está fazendo errado. Mas enquanto os alunos do doutorado não são tão ingênuos a ponto de esperar que isso seja um passeio, há um custo para essa empreitada sobre o qual ninguém fala: o psicológico.

Os dias que eu passei perseguindo meu doutorado em física foram dos meus piores. Não eram os desafios intelectuais ou a carga de trabalho que me deixavam pra baixo: era minha saúde mental deteriorando. Eu me sentia desamparada, isolada e à deriva em um mar de incertezas. Ataques de ansiedade se tornaram parte do meu dia a dia. Eu bebia e me cortava. Às vezes, eu pensava que queria morrer.

Eu poderia não ter me sentido tão sozinha se eu tivesse sabido quantas pessoas sofrem com questões de saúde mental na academia. Um estudo de 2015 da Universidade Berkeley da Califórnia descobriu que 47 % dos alunos de pós-graduação sofrem de depressão, seguindo um estudo anterior, de 2005, que mostrava que 10% cogitava suicídio. Um estudo australiano de 2003 descobriu que as taxas de doenças mentais no grupo acadêmico eram de três a quatro vezes maiores do que na população em geral, de acordo com um artigo da New Scientist. O mesmo artigo nota que a porcentagem de acadêmicos com doenças mentais no Reino Unido é estimada em 53%.

Mas a atitude durona que permeia a torre de marfim pode induzir muitas pessoas que sofrem com a saúde mental a deixar seus problemas escondidos, enquanto outros simplesmente aceitam a depressão como parte do percurso. E na cultura quase darwiniana entre estudantes de pós que competem por um punhado de vagas como professor universitário, muitas pessoas assumem que problemas psicológicos são só para os fracos.

“Eu achava — e torcia para — que apenas tomar uns antidepressivos e trabalhar mais pudesse ser o suficiente”, disse Jane*, uma doutoranda em biologia que foi diagnosticada com ansiedade e depressão. “E como as coisas não melhoraram rápido, isso ainda afetou o meu humor”.

Essencialmente, muitos alunos de doutorado estão tão acostumados a trabalhar duro e se autodisciplinar que eles se flagelam quando seus esforços para lidar com a depressão não produzem resultados perfeitos.

Um sentimento geral de isolamento pode, ainda, pesar mais em alunos de pós que passam muito do seu tempo enterrados sob uma pilha de livros, sozinhos, em laboratórios.

“As questões que afetam alunos em geral, que podem influenciar também nos alunos de doutorado, é viver e trabalhar independentemente”, diz Anoushka Bonwick, diretora de projetos e relacionamentos na Student Minds, entidade filantrópica britânica.

Igualmente estressante é o fato de os alunos do doutorado enfrentarem “incertezas sobre o futuro, como bolsa para a pesquisa e o que vão fazer depois do doutorado”.

Essas questões podem ser ainda mais impactantes em alunos que não possuem orientadores que os apoiam.

“Minha maior dificuldade era a sensação de ser largado à deriva”, diz Andrew*, ex aluno de doutorado em física que saiu do programa meses antes de terminar. “Eu não tinha um orientador envolvido ou que colocasse a mão na massa. ” Enquanto ele largou o programa em parte para trocar de lugar com seu colega, diz que “um orientador mais envolvido poderia ter mudado as coisas”.

Outros alunos de doutorado sofrem, com frequência, da síndrome do impostor. Isso foi parte do meu problema mesmo antes de sinais de uma doença mental séria terem começado a aparecer. Eu sentia que fui longe na carreira acadêmica por acaso e que as notas altas que eu tinha recebido na faculdade e no mestrado tinham sido um erro administrativo. Isso alimentou tanto minha ansiedade quanto minha depressão.

A síndrome do impostor é um problema frequente entre alunos com bom desempenho que se encontram rodeados de outros como eles, de acordo com Linda*, professora de sociologia de New Jersey. “É muito comum se sentir uma fraude incompetente, e geralmente você assume que é o único que se sente daquele jeito”, ela relata.

A frequência desses problemas não deveria assustar futuros alunos que querem conseguir um doutorado. Mas eles deveriam ser preparados a pensar sobre como eles vão lidar com os desafios psicológicos ao lado dos desafios intelectuais.

“Acho que primeiramente é muito importante procurar os serviços de apoio que a universidade oferece”, diz Bonwick. Isso pode significar qualquer coisa, desde aconselhamento da universidade até grupos de apoio de alunos.

Universidades e escolas estão também se esforçando para fazer mais para apoiar alunos de pós graduação. Organizações sem fins lucrativos para alunos como o Student Minds, no Reino Unido, e Active Minds e o programa de campus “Health Matters ” de Jed e Clinton, nos Estados Unidos, colaboram com instituições educacionais para alertar sobre assuntos de saúde mental entre os alunos, assim como para estabelecer uma rede de apoio.

Além dessas iniciativas, as universidades precisam fazer mais para treinar orientadores a reconhecer sinais de alerta de qualquer coisa, desde depressão em estágios iniciais e ansiedade a tendências suicidas e abuso de substâncias. E é necessário criar uma cultura de abertura que não apenas remova o estigma associado a problemas de saúde mental mas também que encoraje os alunos a procurar ajuda.

“A academia compreende, mas talvez aceite até demais, que todo mundo tenha problemas”, diz Jane. “Só porque muitas pessoas têm problemas de saúde mental, não quer dizer que seja ok ou ‘é assim que é’”.

Por fim, é importante que tanto os que querem ser quanto os que já são alunos de doutorado se confrontem diretamente com a frágil realidade do mercado de trabalho acadêmico e se planejem de acordo. Incertezas sobre o futuro podem ser um preço que os alunos tenham que pagar, mas eles têm menos chances de sofrer se as suas identidades não estiverem inteiramente ligadas à pós-graduação.

“Se você quer ser professor universitário, pense como a vida poderia ser se isso não acontecesse”, aconselha Linda. “O que mais poderia te fazer feliz? Almeje um balanço na vida, em que um mundo enriquecido por família, amigos e hobbies deem a sensação de completude que o trabalho pode não dar”. No meu caso, a terapia me ajudou a sobreviver e terminar o doutorado — e a planejar minha vida fora da academia antes mesmo de eu ter terminado a tese. Eu decidi me tornar uma escritora. Hoje em dia, eu raramente uso meu conhecimento em física. Mas ainda confio na força interior que desenvolvi durante meu tempo na pós-graduação, que me deu coragem para moldar minha própria vida.

* Os nomes foram trocados para preserver a privacidade dos entrevistados.

 

Outro relato bem parecido de uma brasileira é apresentado nessa reportagem da Veja São Paulo, que apresenta que muitos alunos de pós-graduação sricto sensu (mestrado e doutorado) enfrentam uma rotina de stress significativo determinado pelas múltiplas formas de pressão relativas ao seu desempenho. Esse stress resulta em diferentes formas de adoecimento, estando a depressão entre as mais comuns. Leia a matéria completa aqui.

Sobre este assunto e também sobre o desafio da escrita, a TV UFMG apresentou uma entrevista com o especialista em organização psicossocial e problemas psicológicos da escrita acadêmica, Robson Cruz, doutor em Psicologia pela UFMG e pós-doutor pela PUC-SP. Assista ao vídeo abaixo:

 

Claro que cada caso e pessoa tem a sua particularidade, mas não se pode desconsiderar a possibilidade de uma busca por ajuda profissional. Há uma tendência em se achar que a angústia é normal da fase, mas cada pessoa reage de um jeito e por isso não se pode menosprezar o estado de saúde. Falar sobre o assunto com colegas e orientadores é um bom início.

Agora que o assunto está se tornando público, espera-se que mais gente compreenda que há mais pedras do que parece neste caminho de mestrado e doutorado e ter o apoio de amigos e família é fundamental!

 

 

 

Publicado em Meu doutorado | Marcado com | Deixe um comentário

Etapa 7 de 8 concluída…

carregando

E mais uma etapa chega ao fim! Encerrando o sétimo semestre de formação do Doutorado… Quanta coisa se passou e quanta coisa ainda estar por vir! Ufa…

O sentimento de angústia e responsabilidade nesta etapa está no nível máximo!

Neste momento de balanço de mais uma etapa finalizada, seguem os fatos mais marcantes:

  • Transferência para um novo Programa: meu ingresso ao doutorado se deu no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da UFMG. No entanto, uma nova oportunidade se abriu nesse caminho. Em 2015 a Escola de Ciência da Informação da UFMG iniciou um outro programa, o Programa de Pós-Graduação em Gestão e Organização do Conhecimento (PPGGOC) e, ao avaliar os objetivos desse programa, tomei a decisão de formalizar o meu pedido de transferência. Então, agora faço parte desse novo programa e como o corpo docente desse programa era também do PPGCI, a transferência foi bem tranquila e com aproveitamento total dos meus créditos. Conforme informações do site sobre o PPGGOC: “O programa fundamenta-se  na conjunção entre os três objetos básicos da investigação em Ciência da Informação:  conhecimento,  tecnologia e pessoas. Três questões principais norteiam a busca por formas de atender as demandas que permeiam esse objeto de pesquisa no: a questão física, que abrange o estudo das características e das leis do universo da informação e do conhecimento registrado; a questão social, que se atém ao estudo sobre como os usuários especializados buscam, usam e se relacionam com a informação e o conhecimento; a questão da representação, que envolve a busca por formas mais efetivas para acesso a informação e ao conhecimento registrado, envolvendo recursos humanos e tecnológicos“.
  • Uso da Plataforma Brasil: pelo fato do meu projeto de doutorado envolver entrevistas com usuários de sistemas de informação foi necessário fazer uso da Plataforma Brasil que consiste em uma base nacional e unificada de registros de pesquisas envolvendo seres humanos para todo o sistema de Comitê de Ética em Pesquisa.  Para fazer todo o cadastro procurei apoio no Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVALE e também da UFMG, onde o projeto será avaliado.
  • Participação no ENANCIB:  Uma oportunidade de grande aprendizado desse semestre foi a minha participação na décima segunda edição do ENANCIB –  Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. O evento, realizado na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, é o maior e mais importante encontro científico da área de Ciência da Informação no país e neste ano teve como tema central: “Descobrimentos da Ciência da Informação: desafios da Multi, Inter e Transdisciplinaridade”. Eu apresentei o artigo  “Modelos de Visualização de Informação para Ontologias”, que relata os resultados parciais de projeto de Doutorado em desenvolvimento. Uma notícia sobre essa participação foi publicada pela UNIVALE nesse link: http://univale.br/noticia/4861/Professora-da-Univale-participa-de-Encontro-Nacional-de-Pesquisa-em-Ciencia-da-Informacao.aspx

Além desses momentos, de forma paralela me dediquei à outras atividades, esticando o tempo para dar conta de tudo! Olhando pra trás vejo que foram muitas conquistas, dentre elas: o credenciamento da UNIVALE para oferta de pós-graduação lato sensu a distância, realização do 2º Seminário EaD UNIVALE, realização do SENATED 3.0, estudos para Grupo de Educadores Google Governador Valadares e a oferta das disciplinas de Metodologia Científica, Gestão da Informação e do Conhecimento e Arquitetura da Informação, que já foram ministradas com fruto dos estudos desses anos do doutorado.

Para o próximo semestre a dedicação terá que ser gigantesca e só Deus sabe se irei dar conta! :/

Para terminar este post de final de mais uma etapa, semestre e ano, deixo as palavras de Umberto Eco, do seu livro “Como se faz uma tese”:

Fazer uma tese significa divertir-se, e a tese é como um porco: nada se desperdiça.

E agora algumas fotos! 🙂

img_7764

Minha apresentação no ENANCIB 2016, em Salvador-BA

 

fullsizerender-3

Na cerimônia de abertura do ENANCIB, junto com a minha orientadora Profa. Gercina Lima (ao meio) e com a minha colega de doutorado Graciane.

Tchau 2016! 🙂

Publicado em Meu doutorado | Deixe um comentário

Pela formação da Postura Cientifica

Publicado em Meu doutorado | 2 Comentários

Venha participar do SENATED!

E eu preciso deixar aqui nesse meu blog, um Convite Especial!

Mais uma edição do Seminário Nacional de Tecnologias na Educação, o SENATED, está no ar! :)

Esse evento não nasceu do meu projeto de doutorado em Ciência da Informação, mas ele faz parte da história desse período de estudo da minha vida e com certeza foi inspirado nos meus estudos e busca por aprender mais!

O SENATED 3.0 acontece de 23 a 29 de outubro de 2016. 

Organizar esse evento é uma das atividades que eu mais gosto, pois a energia de conexão entre os mais de 10 mil participantes, palestrantes e todos apaixonados pela educação é fascinante!!!

O SENATED  é aberto a todos que desejam aprender mais sobre como fazer uso das tecnologias para transformar a educação. Nas edições anteriores mais de 17 mil inscritos foram reunidos para participar das palestras e aprender com as experiências compartilhadas.

O evento tem como propósito apresentar estratégias, novas ideias, ferramentas e relatos de experiências práticas com o uso de tecnologias na educação. No time de palestrantes estão profissionais de destaque nacional, com formação de excelência e experiências positivas no uso de tecnologias nas suas práticas de ensino. Clique Aqui para conhecer o evento e se inscrever: http://www.senated.com.br/

Durante o seminário serão apresentadas 35 palestras. Dentre os temas que serão abordados destaca-se o uso de Games, Sala de Aula Invertida, Criação de Aplicativos Educacionais,Dispositivos Móveis na Educação, Educação Inclusiva com Tecnologias, Software Livre,Robótica e Programação, dentre outros. Todas as palestras serão transmitidas de forma online e gratuita, conforme os horários e datas da programação do evento.

Essa oportunidade é para o público que atua na área de educação, professores de todos os níveis de ensino, gestores de instituições acadêmicas e de empresas do setor educacional. Para garantir a vaga os interessados devem se inscrever no site http://www.senated.com.br e seguir as instruções que receberão por email para acompanhar as transmissões das palestras.

Todos os inscritos recebem o acesso gratuito ao e-book “30 Ferramentas para o Professor Online”, onde eu compartilhei com muito carinho algumas ferramentas que eu utilizo e indico para o professor que hoje precisa atuar de forma conectada  com as tecnologias. Tem muitas possibilidades e muitas ideias para agilizar o trabalho docente e para incentivar novos projetos com alunos.

Diante do cenário do desenvolvimento tecnológico e das necessidades de mudanças nas práticas de ensino, tem-se que a participação do público será uma oportunidade para vivenciar o potencial das tecnologias e buscar novas ideias para implementar em sala de aula, participar de debates e conhecer novos conceitos e possibilidades.

Se você tem interesse em participar, inscreva-se já! Acesse o site do SENATED aqui: http://www.senated.com.br/

Outras informações podem ser obtidas pelo email: contato@senated.com.br ou também pela página do Facebook: www.facebook.com/senated

Ajude e divulgar o evento, convidando seus amigos para participar! 🙂

Publicado em Meu doutorado | Deixe um comentário

Qualidades da Postura Científica

Trecho do Capítulo 1 do livro Metodologia Científica (Referência: CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2010. xii, 162 p.)

…Além das propriedades fundamentais […], poderíamos acrescentar outras tantas qualidades de ordem intelectual e moral que a postura científica implica. Como virtude intelectual, ela se traduz no senso de observação, no gosto pela precisão e pelas idéias claras, na imaginação ousada, mas regida pela necessidade da prova, na curiosiodade que leva a aprofundar os problemas, na sagacidade e no poder de dircenimento. Moralmente, a postura cientifica assume a atitude de humildade e de reconhecimemo de suas limitações, da possibilidade de certos erros e enganos.
A postura cientifica é imparcial; não torce os fatos e respeita escrupulosamente a
verdade. O possuidor da verdadeira postura cientifica cultiva a honestidade, evita o
plágio, não colhe como seu o que outros plantaram, tem horror às acomodações e é
corajoso para enfrentar os obstáculos e os perigos que uma pesquisa possa oferecer.
Finalmente, a postura científica não reconhece fronteiras, não admite nenhuma intromissão de autoridades estranhas ou limitações em seu campo de investigação e defende o livre exame dos problemas. A honestidade do cientista está relacionada, unicamente, com a verdade dos fatos que investiga.
Ler isso é inspirador e deveria ser buscado em todas as áreas…. Que meus alunos de Metodologia Científica incorporem essa mensagem para a vida toda! Pois essa postura não deve se restringir aos espaços acadêmicos, mas sim praticada no exercício profissional de todos!
Publicado em citações, Meu doutorado, Pensamentos | Marcado com

Etapa 6 de 8 concluída…

carregando

Terminando o terceiro ano de formação de doutorado… Terminando o meu sexto semestre de estudante….Só faltam dois semestres!

Quando eu tive a ideia de ir preenchendo essa imagem de “Loading” acima para colocar aqui no blog, eu não imaginava que, relatar cada etapa vencida, seria tão bom!

Ver o caminho sendo percorrido, as experiências vividas e os aprendizados tem sido muito gratificante!

Resgatando, para não esquecer, alguns acontecimentos desse semestre:

  • Estudos e escrita para qualificação do projeto de tese.
  • Preparação do artigo para a revista Knowledge Organization.
  • Atividades de coordenação do Núcleo de Educação a Distância da UNIVALE.
  • Reuniões para elaboração de projeto para Edital FAPEMIG de Recuperação da Bacia do Rio Doce.
  • Reuniões do Núcleo Docente Estruturante para elaboração de novo Projeto Pedagógico para os cursos de Sistemas de Informação e Engenharia de Produção.
  • Reuniões para formação interdisciplinar do Grupo de Pesquisa NIESD da Univale.
  • Oferta do curso online Aprendizagem 2.0 para alunos da UNIVALE.
  • Reuniões de organização do II Seminário do Grupo de Pesquisa MHTX.
  • Lançamento do Grupo de Educadores Google Governador Valadares.
  • Aulas da disciplina Ambientes Virtuais de Aprendizagem no curso de Pós-graduação MBA em Educação a Distância na OPET Curitiba.
  • Qualificação do doutorado 
  • Apresentação de trabalho no 14º Simpósio de Pesquisa e Iniciação Científica da UNIVALE.
  • Escrita e submissão de artigo para o Enancib 2016.

A lista ficou grande…. e ainda poderia acrescentar: viagens com a família, deveres de casa com os filhos, saída com amigos, dedicação ao marido, academia e chego a acreditar que a lista não cabe aqui! 🙂

E assim, vamos seguindo….

Etapa 1 de 8 concluída com sucesso!

Etapa 2 de 8 concluída com sucesso…

Etapa 3 de 8 concluída com sucesso…

Etapa 4 de 8 concluída com sucesso…

Etapa 5 de 8 concluída…

 

Publicado em Meu doutorado | 2 Comentários

Qualificada e de bota nova! :)

E eis que eu finalizo esse primeiro semestre de 2016 como uma pessoa QUALIFICADA! É assim que a gente se sente após ser aprovada no exame de qualificação exigido pelos Programas de Pós-Graduação! 🙂

E o que uma bota nova tem com essa história da qualificação? Leia e saberás! hahaha

Tudo aconteceu no dia 06 de maio de 2016! Passei pelo exame de qualificação do meu projeto de tese, fui aprovada e agora já estou me sentido metade doutora!  🙂

Apesar da tortura de ser avaliada, passar por esse exame é importante para parar, ouvir e seguir  na pesquisa.  No programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UFMG esse exame é feito por uma banca de professores que faz a avaliação da proposta, condução do projeto e os resultados parciais.  Contar com a experiência de pesquisadores competentes é uma grande oportunidade, pois, de certa forma, é um aval para prosseguir. A apresentação é fechada ao público, então não tem a adrenalina de ter que explicar para uma plateia, que não leu o trabalho, também entender.

Agora, falando da bota… Algumas coincidências interessantes me acontecem!  Veja isso…

A minha qualificação foi agendada para as 14 horas do dia 06/05/16 e eu saí de Governador Valadares na véspera, levando tudo preparado… Cheguei às sete da manhã no local,  afinal, imprevistos podem acontecer e como eu teria um dos avaliadores participando remotamente, via webconferência, achei melhor testar tudo antes.

No meu checklist anotei:

  • uma versão impressa extra do trabalho;
  • uma webcam de reserva;
  • microfone extra;
  • gravador;
  • pilha nova para o passador de slide;
  • canetas, lápis, papel e água.

Mas… algo tinha que acontecer! E eis que às 8 horas da manhã, andando pra lá e pra cá, a bota que eu estava usando resolver solar o solado!!! :-O

Jesuis…. isso era dia disso acontecer? Pois aconteceu. Fiquei na dúvida do que faria para resolver… Pedi ajuda e, mesmo parecendo impossível no local em que eu estava, encontrei uma cola tipo Super Bonder. Ufa… Achei que iria funcionar. Mas, a sola se colou por uns 15 minutos e plaft de novo! A situação tava difícil e ficar com aquele solado não dava…

Passou pela minha cabeça pedir à orientadora ou alguém da banca que talvez pudesse me salvar, mas tive medo disso me comprometer perante a avaliação! 😐 Fiquei numa situação difícil, mas sempre há solução! Encontrei um rolo de fita adesiva sobrando no local e foi o que me salvou. Consegui deixar a situação controlada (apesar da terrível aparência, veja abaixo) e assim fui até um Shopping bem próximo para comprar um par de botas novos, que me deixaram em uma situação confortável e, posso até dizer, me trouxeram sorte! 🙂

Moral da história: qualificação é aquela hora que você olha por onde pisou e irá pisar…. Deixa algumas coisas que lhe atrapalham de lado e se prepara de novo para continuar a caminhada! E com novos sapatos! 🙂

Perfeito! Agora veja as minhas fotos!

 

 

 

 

 

 

Publicado em Meu doutorado | 1 Comentário

Informação como responsabilidade social

E hoje eu me deparei com essa  citação:

“… o problema da transmissão do conhecimento para aqueles que dele necessitam é uma responsabilidade social, e essa responsabilidade social pode ser vista como o real background da Ciência da Informação” Wersig & Novelling (1975)

Ela está no artigo de Araújo e Freire, disponível aqui: http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/1610/1582

Não resisti e resolvi deixar aqui registrada assim:

Informação

E é assim que eu vou me encontrando, me apaixonando e me realizando pela Ciência da Informação! 🙂

Publicado em Pensamentos | Marcado com | Deixe um comentário

Meu artigo no Knowledge Organization Journal!

Quero registrar aqui a minha alegria de ter um artigo publicado nessa Revista Internacional, super reconhecida na área de Organização da Informação e do Conhecimento: http://www.isko.org/published.php

O artigo está publicado em inglês e o título é “An Application of Facet Analysis Theory and Concept Maps for Faceted Search in a Domain Ontology: Preliminary Studies” e é fruto do trabalho do doutorado que eu estou fazendo com a minha orientadora Gercina Ângela Borém de Oliveira Lima e com o apoio do Ivo Pierozzi Junior, que representa a Embrapa Informática Agropuária, em um convênio de pesquisa com o Grupo MHTX.

Para facilitar a leitura, compartilhei o arquivo na rede Academia.edu. Acesse o meu perfil e o veja o artigo aqui: https://univale.academia.edu/CrisMendes.

Acredito que a publicação desse trabalho será sempre especial na minha trajetória acadêmica, afinal ele é fruto de uma premiação da apresentação que eu fiz no evento ISKO España-Portugal (contei desse evento aqui). Eu quase não consegui ir apresentar esse trabalho, por problemas de saúde na família. Mas, acabei indo participar, apresentei e ainda ganhei esse presente: meu primeiro artigo em um Journal Qualis A1! 🙂

Isko.jpg

Apesar da minha satisfação, sei que a caminhada é longa e ainda há muito o que plantar e colher! Vamos seguindo em frente!:)

 

Publicado em Meu doutorado, Teoria da Análise Facetada | Marcado com | 1 Comentário

Foca no Estudo – Já chegamos à metade do ano!

Dica do dia: Foca no Estudo! 🙂

 

Foca_No_Estudo

Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.

Proverbios 22:1

Publicado em Meu doutorado | Deixe um comentário